domingo


As pessoas que ainda não se aperceberam da infinita beleza do Santo, são aquelas que quando lá vão e regressam, não têm vagar para apreciar o bonito que é chegar ao Funchal vindo da Serra.
Faz falta viajar no tempo e imaginar.... perceber que chegar do Santo e descer à cidade é como chegar em balão, mas passo a passo.
Os aromas trazem-nos as lembranças da água da chuva que seca ao sol. A saborosa frescura das levadas que parecem deitar fora um imenso manto de saudade que circula nas entranhas desta ilha. Saudade de quê? Saudades do infinito do mar que não nos deixa ver o futuro? São as saudades dos poucos, depois de alguns e de mais outros que chegaram a esta ilha vindos de qualquer parte e dispostos a tudo para encontrar a sua felicidade. Nesta e em qualquer parte do mundo.

quinta-feira


O que tem de especial o "Santo da Serra"? Impossível descrever com palavras, haverá que respirar aquele ar, e ver passar à nossa frente as deliciosas descrições de Eça ao mais eternecedor dos locais, onde o convívio e a amizade entre as pessoas ganham outras proporções.... Ou não estivessemos nós na Madeira, terra de paixão e de saudade.

terça-feira


Este é um dos caminhos para o Santo da Serrra. Temos que ter cuidado para evitar todo o percurso que seja mais directo. O melhor trajecto é aquele que se faz mais devagar. Por vezes sinto que em cada viagem pelos caminhos das freguesias, o tempo não volta para trás nunca mais e o sabor deste "antigamente" que é vivido no momento presente se perde para sempre. Ah que pena não termos uma máquina para captar as memórias, mas que as pudesse reproduzir de um modo que as vivessemos como no presente. Uma máquina de viajar no tempo...