terça-feira


Quero agradecer à Ordem da Cavalaria do Sagrado Portugal terem feito a fotografia mais perto daquela que eu idealizei para este artigo. Depois de a ver no seu contexto original acho que é ainda a melhor fotografia que eu alguma vez podería ter feito ao escrever sobre "o tão desejado regresso à Serra Mãe..."
Acredito nas coincidências, pois também eu em breve vou voltar a ver o Santo da Serra, se Deus quizer! É preciso imaginar a feitura desta foto. O companheirismo, a amizade e a solidão que foi necessária para captar esta imagem. A saudade que provoca em mim a distante Serra de Sintra, na sua linha tão particularmente humedecida pelas nuvens que nela se aconchegam. Em quase nada se parece com o meu Santo e no entanto, há algo que nos une permanentemente: O Santo da Serra é universal, ele está em todas as Serras de Portugal.

domingo


As pessoas que ainda não se aperceberam da infinita beleza do Santo, são aquelas que quando lá vão e regressam, não têm vagar para apreciar o bonito que é chegar ao Funchal vindo da Serra.
Faz falta viajar no tempo e imaginar.... perceber que chegar do Santo e descer à cidade é como chegar em balão, mas passo a passo.
Os aromas trazem-nos as lembranças da água da chuva que seca ao sol. A saborosa frescura das levadas que parecem deitar fora um imenso manto de saudade que circula nas entranhas desta ilha. Saudade de quê? Saudades do infinito do mar que não nos deixa ver o futuro? São as saudades dos poucos, depois de alguns e de mais outros que chegaram a esta ilha vindos de qualquer parte e dispostos a tudo para encontrar a sua felicidade. Nesta e em qualquer parte do mundo.

quinta-feira


O que tem de especial o "Santo da Serra"? Impossível descrever com palavras, haverá que respirar aquele ar, e ver passar à nossa frente as deliciosas descrições de Eça ao mais eternecedor dos locais, onde o convívio e a amizade entre as pessoas ganham outras proporções.... Ou não estivessemos nós na Madeira, terra de paixão e de saudade.

terça-feira


Este é um dos caminhos para o Santo da Serrra. Temos que ter cuidado para evitar todo o percurso que seja mais directo. O melhor trajecto é aquele que se faz mais devagar. Por vezes sinto que em cada viagem pelos caminhos das freguesias, o tempo não volta para trás nunca mais e o sabor deste "antigamente" que é vivido no momento presente se perde para sempre. Ah que pena não termos uma máquina para captar as memórias, mas que as pudesse reproduzir de um modo que as vivessemos como no presente. Uma máquina de viajar no tempo...